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#57 – Circuito de Corridas SESC 2019 – Etapa Sobral

Minha sexta participação nesse circuito, que em 2019 teve muitas novidades: percurso totalmente diferente, camisa de ótima qualidade e sem premiação em dinheiro. Mas a organização, como sempre, excelente.

Engraçado como a minha relação com a corrida mudou… Talvez a pubalgia – ou a parada provocada pela pubalgia -, não sei… É como aquela fase do relacionamento em que a paixão avassaladora passa, mas você continua gostando. Aqui no Ceará a gente diz que é quando se deixa de ser meloso. Mas percebo que não posto mais tanto quanto antes, não tem aquele friozinho na barriga na noite anterior… Só que depois que o sangue esquenta e as pernas começam a trabalhar, passo-pós-passo, a sensação ainda é libertadora.

As inscrições ficaram disponíveis no site do SESC desde 15 de agosto. Neste dia eu estava numa festinha dos pais na escola das crianças e o Robertson avisou. Avisou e já fez a minha inscrição lá mesmo. Sem taxa e com doação de 2kg de alimento na retirada do kit.

A primeira novidade: além de 10km, também teríamos o percurso de 5km e 3km de caminhada. Achei excelente, pois muita gente que não corria 10km ou deixava de ir, ou arriscava correr 10km assim mesmo. Segunda novidade: horário de largada que geralmente era 7h – em 2018 foi 6h30 – e agora seria as 6h. É o ideal na nossa cidade. Eu até preferiria as 5h, mas as 6h dá pra acontecer tranquilamente.

Dias depois, a terceira novidade: o percurso. A largada não seria mais da sede do SESC no centro, mas do Clube do SESC – que dizem que é Junco, só que fica do lado do Parque da Cidade – e rumo ao Renato Parente pela avenida Cleto Ferreira da Ponte. Teve gente que se tremeu só de pensar nas ladeiras.

Entre a última corrida – III Meia Maratona de Sobral – e a de ontem, foram mais de dois meses. Treinos meio irregulares por conta de trabalho, estudo, resfriados e essas coisas que chamamos de “imprevistos”. Mas nas duas últimas semanas até que deu pra cumprir direitinho.

No sábado, dia 14, por conta de trabalho não pude ir à sede do centro pegar o Kit – camisa, viseira, número de peito com chip e sacochila -, mas o Jailson retirou (já estou devendo a ele 4kg de alimentos). No final da tarde peguei em sua casa e para nossa surpresa, uma ótima camisa. Poliamida e com proteção UV. Que bom!



No domingo, 15, Camilla, Lara e eu saímos de nosso distrito já correndo em direção ao ponto de largada. Esse trajeto nos permitiu ver todo o percurso da corrida. Tudo já sinalizado e postos de hidratação já abastecidos.

Ao todo fiz 7km antes da largada. Muito abafado e eu suando mais que o normal. Fomos até a tenda da Sprint, nossa assessoria, e encontramos os corredores. Comparando aos anos anteriores, muitos rostos diferentes… Parece elenco de Malhação. Por outro lado, alguns que sempre estavam por lá, dessa vez não deram as caras, como o Felipe Pereira, por exemplo, Foi só ele não ir que a camisa melhorou.

Rayele, Jailson, Domitila, eu e prof. Wladir.
Muita gente pra largar e Jailson, Rayele, Domitila, Wilton e eu resolvemos ficar no fundão, pra largar de trás e fugir da multidão. Cruzei a linha de largada em último. E que estratégia sem futuro…

Os primeiros metros eram em ruas estreitas com carros estacionados dos dois lados. Gente demais, gente lenta, gente andando, gente tirando foto, gente procurando sentido para a vida… Até chegar na Cleto Ferreira da Ponte (onde fechava o primeiro quilômetro) foi teste de paciência. Jailson e eu decidimos ir pela contramão para escapar um pouco do trânsito e deu pra desenvolver um ritmo melhor. Mais ou menos no quilômetro 3 ele foi-se e eu mantive meu ritmo, ali com pace por volta de 5’50”.

Entramos no Renato Parente e fomos até a pracinha mais antiga do bairro, quase no final da av. Mãe Rainha. De lá retornamos pelo mesmo trajeto só que finalizamos a prova chegando pela direita do clube. Ao longo do percurso, boa sinalização e postos de hidratação bem distribuídos. O pessoal do staff procurou dar água na mão dos corredores. Na maioria das vezes, a água estava geladinha. Fotógrafo ao longo do percurso e também na concentração.

Fim de prova. De acordo com a cronometragem, fiz a prova em 58’39”, que corresponde a um pace médio de 5’51”. Considerando o treino todo, foram 17km com pace médio de 5’53”. Sem resquícios de pubalgia – mas sei que tenho que vigiar. Tá bom que só!

A entrega das medalhas aconteceu dentro do clube, bem como o lanche. Os corredores também tinham direito a quick massagem.

Medalha bonita. Pena que não tem registro do ano (tem, mas na fita), nem da cidade.


Camilla faturou o segundo lugar geral e Lara, na prática, foi a 5ª colocada. Subiria ao pódio, mas como não conseguiu fazer a sua inscrição – se esgotou rápido – correu com número de peito de outra corredora que não pôde ir. Fomos, ela e eu, procurar a Terezinha – coordenadora do evento – para comunicar o fato e então a premiação passou para a corredora que chegou em 6º, respeitando o regulamento da prova. Aqui, cabe uma reflexão (compartilhada ontem mesmo com a organização da prova): entendo que o regulamento deve ser cumprido, mas vejo também que não houve má fé das pessoas envolvidas – Lara correu de verdade, mas não conseguiu inscrição; a pessoa que cedeu o kit, o fez por não poder ir, ou seja, deu chance de outra pessoa correr. Então, acho que nesses casos, deveria haver a possibilidade de transferência de kit.

Outro fato que merece registro é a participação dos corredores de Jijoca na corrida. Acho que em todas foram ao pódio.
Foto retirada do perfil do Clube Atlético Jijoquense no Facebook.
E foi isso. Mais uma vez, corrida muito bem organizada. A mudança de percurso dificultou a performance dos atletas – não é um problema, e sim um desafio – e tornou a corrida muito mais segura, pois é menos complicado o controle do trânsito nessa região da cidade. Vida longa ao Circuito SESC!

Próximos desafios Nâo sei… Penso em participar do Desafio Sobral x Meruoca 24k em dezembro… Daqui pra lá, sei lá… Bora treinando!

Atualização (16h29min): Com relação a cronometragem, o site da ChipTiming divulgou os tempos dos corredores mas a classificação se deu pelo tempo bruto. Ou seja, ganharia quem chegasse primeiro e não quem fizesse em menos tempo… Achei estranho. Entrei em contato com a empresa e ela respondeu dizendo que estava no regulamento e que a organização definiu assim. Tá…
Atualização (16h50min): Achei o regulamento (http://sistemas.sesc-ce.com.br/SESCCORRIDA/img/regulamento_etapa_sobral_2019.pdf) e lá não diz nada sobre considerar tempo bruto… Informei à ChipTiming… Pra mim não faz diferença, mas por exemplo, nos 5km feminino (comerciário) o tempo líquido da quinta colocada daria a ela o terceiro lugar…

Resumo da prova:

Kit: Camisa (poliamida + proteção UV), viseira, sacochila, número de peito com chip. Inscrição: gratuita.
Balizamento: Bem feito. Sem sustos.
Ambulância: Presente. Havia também um posto médico no interior do clube.
Hidratação: Muito boa. Pontos bem distribuídos. Quase sempre gelada. Quase sempre na mão.
Lanche pós-prova: Banana, tangeria, doces.
Medalha: “Metal”, bonita, mas sem registro do ano (apenas na fita) nem da cidade.
Premiação: Troféu do 1º ao 5º nos 5km e nos 10km. Feminino e Masculino. Comerciário e Geral.

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