E tome prova! Até junho, uma prova no ano. De 14 de julho pra cá, mais três!
Hoje foi dia de voltar a ganhar medalha em Fortaleza. A última tinha sido em março de 2017, no temível Desafio das Pontes. Interessante pois, em 16 meses participei de 13 provas em Sobral! E nem fui a todas… Isso mostra como a corrida de rua tem crescido na Princesa do Norte. Não apenas em quantidade, mas também em qualidade.
O Pé na Carreira – hoje foi a 9ª edição – tem a proposta de ser uma corrida irreverente, explorando aquilo que melhor caracteriza o cearense: a marmota. São muitos os participantes que vão fantasiados: Chaves, Chiquinha, Charada, Batman, Homem de Ferro, Homem-bomba, Saci, Mulher Gato e por ai vai… Hoje tinha gente fantasiado até de jogador do Fortaleza!
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Divulgação da data do casório. Ainda bem que eu não corria em 2005… |
De semana passada pra cá, só uma dorzinha na panturrilha (a de sempre). Ou seria coisa de tendão? Ainda tenho que ver com “minha equipe” o que pode estar acontecendo… Só sei que depois de correr em subida, essa dor aparece.
Treinei na terça só pra cumprir tabela, digo, planilha. Nem pisei na academia essa semana. Voltei a correr um pouco na sexta, com Valber e o Dirceu, já em Fortaleza. Fizemos um treino de 7km juntos (depois fiz mais 4km solo), quando percebi um certo empenho deles em me matar. Mas tá tudo bem, eles são amigões. Aliás, levando em conta que o Dirceu corre com pace médio de 3h30, eles foram bem generosos.
Ainda na sexta, Valber foi pegar nossos kits no Centro de Formação Olímpica, ao lado da Arena Castelão. A noite recebi.
Quem pagou pelo kit completo, recebeu uma sacolinha azul, mas bem transparentezinha, umas cortesias para o Engenhoca, café solúvel, cajuína em lata, número de peito, chip destacável do número de peito (um saco para fixar no tênis) e a camisa também azul. Muito bonita, com tecido lembrando aquelas camisas com proteção UV. Semana que vei usa-la-ei para ver qual é…
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Camisa legal, mas a armadura tinha que ser Sprint. |
No sábado, nada demais. Só muito sono. Dormi por volta das 23h um bom sono até as 4h. Ao acordar, imediatamente bebi água (a primeira coisa que sempre faço após levantar) e depois um banho. O ritual não foi como de costume… Talvez tenha estranhado o banheiro, sei lá… Comi banana, ovo cozido, me vesti, bebi mais água e sai. Valber e Dirceu já estavam na calçada e fomos de Uber por volta das 4h40.
As 5h10 estávamos chegando ao Parque do Cocó, local da largada. Ao passar pela Rogaciano Leite (ou Eng. Santana Júnior, nem sei) o Dirceu diz tranquilamente:
– Eita, se cantar pneu nessa subidinha vai faltar. Se for duas voltas, ai é que falta mesmo.
Meu amigo, se o Dirceu tava dizendo isso… Claro que “cantar pneu” na visão do Dirceu é algo que eu talvez faça de bicicleta. Mas, ficou o alerta.
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Ainda por volta de 5h30. |
Fomos para a largada, encontramos mais alguns conhecidos e depois para o aquecimento no trecho de saída da prova. Primeira curva a uns 300 metros e depois uma subidinha de leve. Eita. Voltei e fiquei só trotando pela parte plana.
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Valber (esq.), eu e Jonas, outro amigo de longa data! |
As 6h sairam os paratletas e cadeirantes. Cinco minutos depois, ao som de Aldo Sena, saiu a mundiça atrás. Ieeeeeeeiii.
Como já mencionado acima, subidinha de leve logo após a primeira curva. E tráfego! Muito tráfego. Fiz essa primeira parte pela calçada pois não dava pra ir no ritmo que eu queria daquele jeito. Mas “como toda magia tem um preço” – já dizia Rumplestiltskin – sai da mira dos fotógrafos.
Em seguida, entramos na Sebastião de Abreu. Descidazona pra compensar o trecho anterior, mas rua de pedra logo a frente! Temendo uma torção ou, na melhor das hipóteses, ficar com o pé dolorido como na II Meia Maratona de Sobral, fui de novo pela calçada. Além das fotos, quase perco a água, mas o rapaz que lá estava foi gentil e estendeu um copo por sobre a mureta que separa a rua da calçada naquele trecho. Quando acabou a pedra, veio outra ladeira.
Na Washhhhhhington Soares a turma dos 5km entrou à direita e os adultos foram reto, rumo ao Centro de Eventos. Havia um túnel no meio do caminho, abafado e com uma ladeirinha no final. Ai, os primeiros caminhantes já começavam a surgir. A irreverência estava somente nos trajes de alguns corredores. Na pista, o negócio tava sério.
Eu estava me sentindo bem. A moça do GPS falava mas eu não ouvia. Sempre uma zoada grande do magote de corredor ao lado. Senti que estava fazendo o treino intervalado que costumamos fazer às terças, só que com várias subidas. Curtas, mas eram subidas.
Minha tática foi a mesma aplicada há 15 dias: diminuir um pouco enquanto subia para voltar ao ritmo “normal” quando viesse o plano.
Ao longo do percurso, algumas brincadeiras para quem quisesse parar: vi bola e elástico.
Lá depois do Centro de Eventos, retorno. Voltamos quase pelo mesmo caminho só que no último túnel, seguimos reto pela Chanceler Edson Queiroz para depois subirmos pela Rogaciano Leite. Lá pelo quilômetro 6, finalmente um fotógrafo. Peguei na camisa da assessoria, para dar uma força no marketing, mas tive uma leve sensação de que o retratista não gostou. Parei de posar e quando eu já estava a uns 2 metros dele, foi que ouvi o disparo. Vamos ver se coloco ela aqui embaixo esses dias…
Pouco mais a frente, num trecho de mata, sai um cabra de trás da cerca. Pronto, é agora! Mas, ufa, era só um corredor que tinha feito um pitstop. Depois do susto deu vontade de gritar: “vai, cagão!”. Mas, claro, não o fiz.
Mais uma ladeirinha aqui outra acolá, e a subidinha que o Dirceu falou… Fui na minha, lembrando do Jailson e do Wilton em um dos treinos que fizemos juntos há alguns meses. “Mantém, mantém!”. E assim fui…
Chegamos ao Anfiteatro e já dava pra ouvir a galera, que fez um corredor para filmar as marmotas que iam chegando. Só que não ia acabar ali… A gente passou ao lado do pórtico, ainda foi até a baixa da égua, e voltou por onde tinha começado. Ainda assim, não fechou 10km… Pelo aplicativo, deu 9.9k em 55’11”. Tempo oficial (www.forchip.com.br): 54’30”, o que representa um pace médio de 5’30”. O primeiro colocado fez em 30’57” e de 471 felas que correram no masculino, fui o 221º.
Até ai, a prova foi excelente. Ambulância presente, balizamento muito bom e não presenciei incidente algum vindo de motorista mal educado. Pontos de hidratação mais que suficientes, porém com membros do staff, em sua maioria, numa má vontade desgraçada… Tinham uns caras e moças que ficavam atrás da calha, de braço cruzado olhando pro lado oposto de onde vinham os corredores. Acho que fiquei mal acostumado com os eventos em Sobral, onde geralmente (nem sempre, claro) a gente recebe o copo na mãozinha. Mas agradeço ao rapaz do primeiro ponto de hidratação, como falei acima, e a senhora que estava na saída do túnel que dá acesso ao Centro de Eventos, incentivando e orientando sem parar! O resto, pode procurar outro meio de vida…
Na chegada, outra coisa curiosa: pensa que tinha lanche? Tinha nada! Uma fila medonha pra pegar picolé. PI-CO-LÉ!!!! Fui na moça que estava entregando e perguntei;
– Moça, tem fruta em algum outro ponto por aqui?
– An? Fruta? Sei não. Tô entregando é picolé!
Rapaz… Pense numa jumenta batizada!? Procurei outros membros do staff e ninguém sabia! Procurei pelas tendas e nada. Nem uma bananinha. Até abacaxi eu comeria hoje mas, necas! Fiquei na minha… Imaginei que no regulamento tivesse algo e eu que não tinha lido. Aliás, quem é que lê regulamento de corrida né!? Tenho que melhorar nisso… Ainda mais nessas corridas que vão ficando “grandes”… Ao chegar em casa, peguei o regulamento:

Ou seja, de fato não tinha o famoso lanche. Mas, desde quando picolé e dindin são repositores energéticos? O cabra acorda 4h da manhã, come uma banana com ovo, assunga durante 1h ou mais pra no final repor isso tudo com um picolé dado por uma criatura com uma má vontade do cão? E isso pagando 85 reais? Galera de Sobral: não se espelhem nessas coisas ao organizar eventos.
“Aff, mas tu reclama demais! Só por quê não tinha banana?”. Ok, pode ser que quando minha raiva passar eu ache besteira também. Mas isso é o mínimo que a gente espera. Daqui a pouco vão fazer corrida sem água e colocar no regulamento: a organização não se responsabiliza pela hidratação dos corredores. Mas o preço é mesmo pois a “estrutura é cara”… Da próxima eu leio o regulamento e decido se vou ou não. Melhor assim.
Bom, mas fora isso, teve notícia boa: Dirceu foi segundo lugar nos 10km e ficou lá esperando a premiação. Pelo regulamento, seriam 400 contos mais troféu. Tomara, pois o Dirceu corre muito e merece mais ainda.
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Dirceu (centro); nosso vizinho campeão! |
E, fim. Demos mais um rolé, como diz o Valber, fotos e casa.

Muito satisfeito com a prova que fiz pois não fiquei moído. Sem dores durante, nem depois. Bom demais! Corri num bom ritmo e, levando em conta a ruma de ladeira, foi excelente.
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Altimetria da criança. Variava pouco, né!? |
Mais uma semaninha de descanso e semana que vem tem de novo!!!! Em Sobral: Corrida Legal – toda vez que escrevo ou digo isso, imagino o Gugu dando a largada. Óiaaaaa! E que seja boa como vêm sendo as corridas na Princesa do Norte.
Resumo da prova:
Kit: Camisa, sacolinha, número de peito e chip (destacável do número de peito) ao custo de R$ 85,00. Sem camisa e sacola, custava R$ 55,00.Balizamento: Ótimo, funcionou!
Ambulância: Presente.
Hidratação: Muito boa. Sempre gelada.
Lanche pós-prova: PI-CO-LÉ e dindin. Sem comentários…
Medalha: “Metal”, colorida e bonita.
Premiação: Para os 5km individual: prêmio para o 1º, 2º e 3º (troféu e dinheiro). Para os 10km individual: prêmio para o 1º, 2º, 3º, 4º e 5º (troféu) e dinheiro. Cadeirantes, paratletas e grupos: prêmio apenas em troféu. Havia também premiação em troféu por faixa etária.
Mais alguns registros
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Banda animando o magote de corredor. |
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Área de concentração das assessorias. |

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