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Fim de temporada (2016)!

Acho que 2016 vai ser lembrado como um ano sofrido… Ano de Impeachment, PECs, desastres com times de futebol, morte da Princesa, ano interminável (bissexto e com um segundo a mais!) e por ai vai. O Mundo está assustado e estranho.

Porém, uma frase que trago comigo desde minha tenra juventude – ainda nos tempos de crisma, quando a gente sonha em mudar o mundo – é que devemos fazer todo o possível para mudar aquele mundo próximo de nós.

Olhando por este lado, não tenho nada a reclamar de 2016. Muito pelo contrário: foi um ano de mais aprendizado, trabalho e persistência. Apesar de ser apenas uma passagem simbólica, a mudança de ano sempre nos leva à uma avaliação/reflexão do que fizemos nos últimos 12 meses.

Não vou falar de coisas do campo pessoal e profissional. Vou falar de corrida de rua, claro.

O ano praticamente se dividiu em dois: A.A. e D.A, ou seja, Antes do Assalto e Depois do Assalto.

Antes do assalto eu corria pelas ruas de Sobral com alma de europeu: nada a temer. Qualquer hora era hora, qualquer lugar era seguro… Tudo lindo e maravilhoso. Até que esbarrei no muro da realidade: arma na cabeça, celular levado e confiança sequestrada. Ainda era março e nos dois meses seguintes, a motivação foi pro chão e a falta de confiança em sair de casa para correr era gigante, pois sabia que isso, agora, preocupava mais ainda a família. As coisas começavam a entrar num estágio perigoso. Até que em junho veio um convite de uma vizinha, perguntando quem estava afim de correr pelo bairro durante a semana. Pronto, ali fui puxado pela mão. No primeiro treino éramos um grupo de quatro pessoas. Apenas uns 9km, mas como sofri.
Pé Seco (esq.), Lucélio, Camilla e eu.
Consegui ser persistente, aprendi muito e pouco mais de seis meses depois, só posso agradecer por tudo que aconteceu: fiz minha primeira Meia-Maratona, finalmente corri 10km sub-60′, finalmente descobri o motivo de minhas elevadas taxas de colesterol e triglicerídeos (devidamente tratadas e controladas, agora) e emagreci 😀 De quebra, ainda ganhei uma orientadora e companheira para o asfalto!

Foram muitos treinos insanos, mas graças a eles pude crescer e melhorar meu condicionamento físico. Não que seja um primor de condicionamento, mas estou muito satisfeito em poder correr 12km, 14km e não ter que passar o resto da semana de cama.


13km subindo a serra. 557m de elevação.

Pra encerrar 2016 18,2km. Só pra eu ter o gostinho de fazer mais que o Felipe Pereira uma vez no ano.



Muito treino em terreno variado.

Ao mesmo tempo nosso grupo de Fortaleza ia se fortalecendo, com o pessoal participando com mais empenho de várias corridas. O Mestre Válber Leão, sempre muito generoso, é o nosso grande incentivador e juntos completamos nossa primeira Meia-Maratona. E em 2017, já estamos acertados: ano de Meias para nós dois!

Eu (esq.), Rosinha, Adriana, Marta, Válber e Victor. Essa turma é especial.

Como trabalho complementar, o Mestre Chaguinha na academia do SESI foi de uma importância sem tamanho; sempre atento, além da amizade, me deu todo o suporte para que a parte muscular não sofresse tanto nesse ano. Por lá também conheci a Márcia Santos, minha xará, que também entrou nesse mundo das corridas e, sem perceber, passou a ser referência para mim.


Minha xará Márcia Santos. Virei fã!

Também não posso negar a grande influência de pessoas que, apenas com seus exemplos, me incentivaram bastante: Felipe Pereira, Hélder Almeida, Celso Trindade e Élder Escóssio. Sou fã de todos eles! Apesar de minha “guerra” interna com as redes sociais, tenho que admitir que através delas consegui mais alguma forcinha para seguir correndo.

Helder (esq.), eu e Felipe. Tô sempre de olho no que os caras tão correndo rsrsrs.


Celsão: o cara que me fez ir pro asfalto.

Em números, foram 10 corridas (mais duas do JC) e 1432km entre treinos e corridas (contra 1137km de 2015). Considerando que o ano tem 52 semanas, corro, em média, 27,5km por semana. E em 2017, se tudo correr bem, esse número vai aumentar, pois já tenho pelo menos 7 Meias na mira. Qualitativamente falando, chegar aos 38 nesse ritmo é uma dádiva. Mesmo me sentindo um “culumim” (como dizem as pessoas por aqui), sabemos que o comum nesta idade é uma barriguinha
barrigona, uma careca e pressão alta. Sai pra lá!



E que eu tenhas forças para seguir no asfalto. Afinal, em 2017 correrei por quatro (spoiler)!

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