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#22 – XXIV Corrida de Rua Unifor

Estamos quase completando metade de 2016 e ainda estou na terceira corrida do ano…

São vários fatores. O primeiro deles é que decidi fazer menos provas. A logística é complicada: acordar cedo, cortar o sono de outras pessoas e enfrentar Fortaleza na madrugada. Depois da prova, pegar a estrada e voltar pra Sobral. Além disso, depois do assalto, acabei baldeando a planilha. E pra acabar de completar, adiamento e cancelamento de prova.

Aliás, vou começar por este último. Esse ano botei na cabeça que vou fazer uma meia maratona. É bom, então, fazer uma prova de 15km. O problema é que estas provas não existem em Fortaleza. No “calendário” teríamos apenas duas. Me inscrevi pra uma que foi adiada e depois cancelada.

A prova da UNIFOR (Universidade de Fortaleza) é tradicional. Em 2016, a vigésima quarta edição. Mas na sexta-feira a tarde recebo a notícia de que a mandatária do grupo Edson Queiroz, dono da UNIFOR, falecera. Vai ser adiada, pensei. Entrei em contato com um amigo que lá trabalha mas ele confirmou que a prova estava mantida. Mesmo assim, entre a notícia e a ligação, levei nome de pé frio… Amigos, meus tesouros. Ou seriam tesouras? Enfim…



Prova mantida, oba. Na quinta-feira cheguei à Fortaleza por volta das 17h. Exatamente as 17h19min eu estava saindo para uma corridinha leve. Foram apenas 6km nos novíssimos asfaltos do Conjunto Ceará, cujas avenidas agora estão vestidas. Quando chover? Ah, não importa. Vai alagar, mas não tem problema. Isso só vai acontecer depois da eleição. Mas que o asfalto tá bom pra correr, tá.

Já na sexta, o Válber foi pegar nossos kits. Bem legalzinho: camisa, bolsa que até pode ser usada depois, garrafa para quem tem bike, sachê de capuccino, castanhas e uma garrafa de 330ml de água mineral Indaiá, claro. Camisa laranja para quem corre 10km. Camisa azul para quem corre 5km. Tamanho único para homens. Tamanho único para mulheres.

No sábado, nada de muito diferente. Muita água. Muita. Dia normal, mas uma noite mal dormida, se é que dormi. Demorei a pegar no sono e quando consegui não o mantive. Medo de perder a hora. Rapidamente chegamos à quarta hora do domingo e lá vamos nós. Válber, Marta (que estrearia nos 10km), Rosinha, Adriana e eu rumo à Universidade de Fortaleza. Como o Válber é um GPS disfarçado de gente, chegamos rapidamente sem trânsito e sem problemas. Estacionamento liberado para os corredores.






Chegamos por volta das 5:40. Procuramos banheiro, tiramos fotos antes da corrida e fomos para o aquecimento. A largada das duas categorias, 5km e 10km, seria na mesma rua (Dr. Valmir Pontes) , porém em sentidos opostos: o pessoal dos 5km em direção à Washington Soares e quem encarou 10km, no sentido oposto.

Chegando ao local de largada, mentalizei tudo que tinha planejado para esta prova. Aqui preciso voltar um pouco no tempo (fumaça e voz com eco, por favor).

Há umas duas semanas comecei a correr com outros colegas de asfalto de Sobral. Para mim foi excelente, pois como não estava conseguindo fazer os treinos direitinho (não ouso mais passar sozinho em certos locais em determinados horários), correr com outras pessoas me devolveu a motivação. Especialmente pelo fato de poder conversar bastante com a Ultra Camilla Lopes que partilhou um pouco da sua experiência, o que vale mais do que dicas.



A partir dessas conversas, mentalizei um plano para a prova. Curtir os 7 primeiros quilômetros e depois forçar um pouco mais para tentar chegar nesse bendito sub-60′. Esse plano incluía uma substituição: sai rapadura entra gel de carboidrato (fim das nuvens e voz com eco).

Voltando ao local da largada, fiz parte do meu aquecimento com o Válber. No total fiz 20 minutos de trote leve. Como já tinha comido minha batata doce (testada nos treinos, claro) e levando em conta que o gel de carboidrato leva uns 10 a 15 minutos para fazer o efeito, então por volta de 6:20 tomei a primeira “dose”; um terço de um sachê de 51g. Nesse momento encontrei minha prima Nádia (foi para 5km), que tem mantido o ritmo de corridas, diferente de um certo pessoal acolá…

Por volta de 6:40 começa a prova. Sol até ameno e vento agradável. O Válber acompanhou a Marta, que estava um pouco insegura. Então, chinelei, como se diz. De olho no frequencímetro (mas nem tanto) me senti muito bem no início da prova. Estranhamente melhor do que nas demais, pois geralmente os 15 primeiros minutos são aqueles em que sinto uma preguiça monstra. Será que o gel fez isso?

Com a falta de placas indicativas de distância e sem GPS, me baseei pelos bips dos Garmins em minha volta. No terceiro quilômetro, quando finalmente surge uma placa, meu tempo era de 17’15”. Isso dava um pace médio de 5’45” e estava me sentindo muito bem. Então resolvi não forçar. Tentei manter esse ritmo. Finalmente depois do km 3 surge o primeiro ponto de hidratação. Achei isso uma lástima, levando em conta que água não é problema para o grupo Edson Queiroz.

Até ai era um trecho bem esquisito. Um lugar onde certamente não se deve passar sozinho seja lá qual for a hora do dia. Algumas subidinhas, mas tranquilo. Depois que chegamos à Washington Soares continuei me sentindo bem e vendo que a frequência cardíaca estava até um pouco abaixo do normal. Mesmo assim evitei me empolgar para não pregar antes.

Chegamos ao Centro de Eventos e ao entrar à direita para realizar o contorno, finalmente o segundo ponto de hidratação. Tome gel de banana mas que tem gosto de doce de leite. Um pouco mais a frente a placa dos 7km.

Retornamos para a Washington Soares e adentramos a UNIFOR. Ai os benditos dos staff começam a dizer “vamos lá que só faltam dois!”. Ai apertei o passo. Mais a frente, outro: “vamos lá, só falta um!”. Nesse momento olhei para o relógio: 52’10”. Fiz uma conta rápida e conclui que estava com pace médio inferior a 6′ (fazendo a conta agora, o pace médio era de 5’48”). O que pensei? Ah, sub-60′ é hoje… Até ignorei o terceiro ponto de hidratação.

Só que… Apareceu a serra da Meruoca do nada! Acho que três ou quatro pequenas ladeiras em sequência. Tentei encarar. Lembrei das ladeiras da Av. Cleto Ferreira da Ponte. Faltou gás. Não sentia as panturrilhas queimando, mas não conseguia ar!!! Pra acabar de lascar, quando chego na última ladeirinha, vejo que ainda tem mais uma volta na pista. Uns 300 metros, acho. Olhei pro relógio e lá estava 59′ e alguma coisa. Com mais 300 metros pela frente? Sem chance de sub-60′. Ai diminui o ritmo e relaxei. Cruzei a linha com 1h01min42s (pace médio de 6’10”), meu melhor tempo nos 10km. Foi uma boa prova, pois. Muito boa, vai.

Final de prova, medalha simples. Muito simples. Lanche simples, muito simples. Água, muita. No entanto, para uma corrida promovida pelo Grupo Edson Queiroz, ao custo de R$ 86,50, acho que deixou a desejar: Na largada (que foi fora do campus) não havia a tenda da Indaiá. Quem quisesse água teria que entrar no campus, até a pista de atletismo e voltar. Pontos de hidratação em 3,5km, 6,5km e 9km poderiam ser melhor distribuídos. E ao final nem um citrus??? Não é assim que se faz marketing rsrsrs. Mesmo assim, gostei da prova. Aprendi bastante nessas últimas duas semanas e com a prova de hoje. E o mais importante: a motivação está viva outra vez!




Rosinha (esq.), eu, Adriana, Válber e Marta.

Em seguida Marta e Válber chegaram com um tempo de 1h09min. Excelente para uma estreante. Rosinha e Adriana fizeram 5km em torno de 40 minutos, pois são irregulares com os treinos. Bora manter esse ritmo, povo 😉
Patrocinados pela Nike… #sqn




Próximos desafios marcados apenas para setembro (três provas), mas estamos nos organizando para alguma prova em julho. O foco agora é nos 21k da Pague Menos que consegui (CONSEGUI!!!!!) me inscrever.

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