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#20 – II Corrida Amigos de Fátima



A temporada de corridas em 2016 começa com essa simpática corrida no Bairro de Fátima, em Fortaleza. Em 2015, na sua primeira edição, li muitos comentários positivos acerca deste evento. Positivos no meu modo de ver, claro. Gosto muito dessa coisa mais “informal”. Corrida é pra correr! Muitos adereços, às vezes, acabam estragando o momento.

Vale salientar que a temporada 2015 acabou com a corrida do Conjunto Ceará, na qual meus amigos – mui amigos – se disseram contaminados pelo run virus. Prometeram com a palma da mão direta à frente que correríamos todos juntos a corrida do Bairro de Fátima… Deus tá vendo!

Para este ano, estou com uma ideia fixa: correr uma prova de 21km. Para tanto, o aconselhado é correr os 15km antes. E dentro da preparação dos 15km – que será no dia 13 de março na II Sky Run – resolvi colocar esta de 10km duas semanas antes. A planilha vem sendo seguida (quase) à risca. Aconteceram alguns imprevistos que atrasaram um pouco o cronograma, mas como estou entendendo melhor o que é uma planilha de treinos, creio que dará para contornar um pouco. Certamente não farei a prova de 15km dentro de 1h30, mas a meta é completar antes que o carro recolha os cones.

A inscrição para esta prova foi feita com bastante antecedência. Preço abaixo de 60 reais.
Essa combinação de uns e setes tem me perseguido…

 




A entrega dos kits aconteceu em uma escola do bairro apenas no sábado (que é o correto, ao meu ver. Principalmente com os corredores de outras cidades, como é o meu caso). Camisa, viseira, sacolinha e brindes dos patrocinadores. Largada marcada para o domingo, 6h. Meu amigo e vizinho de Fortaleza, o Válber, foi comigo para pegarmos além dos nossos kits, os da Marta e da Rosinha. Essa turma, sim, está infectada.Voltando um pouquinho no tempo, tive uma semana altamente desfavorável sob o ponto de vista intestinal. Na segunda e na terça cheguei a sentir febre e calafrios por conta de algo errado que estava acontecendo em minhas entranhas. Tive que pular um treino e faltar a semana inteira de academia. Ruim… Principalmente olhando para a prova de 15km mais à frente. Mas, realmente não foi por mal.

No sábado ainda tive dúvidas se conseguiria correr no domingo. Me alimentei pouco e mal durante a semana. Só não economizei na hidratação. Aliás, tive dúvida se correria até mesmo ao chegar no local da prova… Tive que levar meu amigo Neve.

Saímos de casa por volta de 4h30min. Chegamos rapidamente ao local da prova, a Praça Argentina. Fácil pra estacionar, banheiros à vista e aquele clima do qual eu já estava sentindo falta desde dezembro: corredores chegando, grades carregadas de um lado pro outro, e aquele friozinho antes do sol raiar. Na minha cabeça, o mantra: “basta completar, basta completar”.A largada aconteceu com um pequeno atraso de uns dez minutos e foi muito legal. Sem maiores adornos, o pessoal foi pro funil de largada, esperou o “uma, duas meia e já” e pronto. Lá fomos nós enfrentar as ladeiras da Luciano Carneiro.
Largada tranquila. A água no chão foi de uma chuva no dia anterior. Foto: Bora Correr!


Logo de início uma descida. Enquanto os mais novinhos vibravam, eu já pensava na volta. Ao final dos 10km, teríamos uma subida das boas! Como já estava me sentindo bem comigo mesmo, ou melhor, com minhas entranhas, tentei acompanhar o Válber. Ele disse que a previsão era de terminar a prova em 58 minutos. Tentei, mas logo vi que não ia dar e fui no meu ritmo. Olhei pro frequencímetro e defini um teto.

Fomos até a Lagoa do Opaia passando pelo antigo Aeroporto Pinto Martins. Lembro que fui ali uma vez quando criança para a programação de muitas famílias: ver os aviões! Mas, justo neste dia, havia uma reforma na área onde os curiosos ficariam e não vimos coisa alguma. Minha prima Léia estava toda animada para ver aviões e também não viu. Nada!

Os pontos de hidratação estavam bem distribuídos e a água gelada. Apesar de os meninos do staff não estarem em todos os cruzamentos, talvez pelo horário, não tivemos maiores problemas com o trânsito. Depois da prova ouvi relatos de que aconteceu uma falha na sinalização do retorno, e os atletas que estavam competindo reclamaram bastante. Quando por lá passei, já não havia problema. Inclusive o tapete da cronometragem estava lá.

Na volta, como esperado, todas as ladeiras do mundo mais as da Av. Luciano Carneiro. Junte-se a isso o tempo abafado da nossa querida Fortaleza, e o cansaço vem. Ainda mais que optei por não levar meus preciosos pedaços de rapadura. Mas, como disse acima, estava tudo sob controle. Não forcei e procurei manter um ritmo constante. É, funcionou.
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Foi sussa. Foto: Fotos Run – Rubens de Mello.


Por incrível que pareça foi a prova na qual eu mais senti controle sobre minhas ações. Consegui fazer exatamente o que queria. Claro que eu só quis fazer o que eu achava que conseguiria, mas já participei de provas em que eu queria fazer algo e as pernas não obedeciam. Foi uma prova muita boa, completada em 62 minutos. Levando em conta que no ano passado apenas na minha sétima corrida eu consegui baixar de 70 minutos, esta foi totalmente excelente.

Ao final, filinha para pegar o lanche, medalha e açaí geladinho. Depois encontrei o Válber e as meninas (que correram os 5km). O Válber fez em 53 minutos (ah, por isso!). Ele tá levando a sério e tem as canelonas. Agora são mais quinze dias até o primeiro desafio do ano: 15km na II Sky Run.
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Válber (esq.), Marta, eu e Rosinha. Esperando a Sky Run! Foto: Fotos Run – Rubens de Mello.

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